Você sabe como funciona uma exposição cinófila?
Então vamos lá: primeiramente os cães disputam dentro das suas respectivas raças caninas, onde são divididos entre machos e fêmeas e separados por classes.
Os cães entram em pista, conduzidos por seus handlers, que tanto podem ser profissionais contratados, quanto o próprio proprietário do animal. Na pista, eles serão minuciosamente avaliados pelo árbitro, à luz do padrão daquela determinada raça, quanto à sua estrutura, pelagem, dentição, movimentação, etc.
Dentro da raça, a disputa que ocorre inicialmente é em cada uma das classes. Essa disputa outorga aos vencedores, os seus respectivos Certificados de Aspirante aos diversos títulos promocionais. São estes títulos que, somados, conferem ao exemplar o status de Campeão Jovem; Campeão; Grande Campeão; Campeão Internacional e por aí vai…
Após passarem pelas suas respectivas classes, os vencedores vão à disputa dentro do sexo e aí então, Melhor Macho e Melhor Fêmea daquela determinada raça canina fazem a disputa do Melhor da Raça. Em seguida, os Melhores de cada Raça, seguem para a disputa dentro de seus respectivos grupos:
Grupo 1 pastores e boiadeiros;
Grupo 2 molossos
Grupo 3 terriers
Grupo 4 dachshund
Grupo 5 cães do tipo primitivo
Grupo 6 sabujos
Grupo 7 cães de aponte
Grupo 8 recolhedores
Grupo 9 cães de companhia
Grupo 10 galgos
Além destes, existe também o Grupo 11, onde são julgadas as raças caninas que ainda não obtiveram o reconhecimento pela FCI – Federação Cinológica Internacional.
Os Melhores de cada Grupo, bem como os seus Reservas, seguem então para a disputa do Best in Show, que nada mais é do que a escolha do melhor exemplar entre todos, daquela determinada exposição.
Mas é realmente importante que os criadores levem seus cães à pista, que os submetam a julgamento?
A resposta é sim! É fundamental que cada criador submeta seus cães ao julgamento de diferentes árbitros, de diversas nacionalidades, que irão apontar que aqueles exemplares estão em absoluta conformidade com o padrão racial e quem possuem qualidades suficientes para transmitirem aos seus descendentes, quando usados na reprodução.
É preciso que os criadores invistam em seus respectivos plantéis, possuam padreadores e matrizes de excelência e que sejam extremamente criteriosos ao fazer a seleção dos acasalamentos que irão gerar os futuros filhotes. É necessário que cada criador conheça o padrão da raça canina que cria, conheça profundamente as linhagens com as quais trabalha e tenha noções de genética que permitam que a seleção seja feita com conhecimento e responsabilidade.
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Exemplar da foto: Alba (Lapinus Miami Ink)
Cão de Crista Chinês
Criadora: Paloma Pegorer
Proprietária e Handler: Camila Aguiar de Carvalho
Exposição realizada no Kennel Club de Pernambuco, março, 2018.